A Vidente de Sevenwaters  - Juliet Marillier, Catarina F. Almeida 3,5 starsA Vidente de Sevenwaters é o quinto livro desta saga tão conhecida da autora Juliet Marillier. Para quem não conhece, este é uma série que nos relata a vida da família de Sevenwaters, que está cada vez maior a cada livro que passa. Eles são uma família que remonta a tempos muito antigos e são os guardiões do território (por muitos tido como sagrado) que engloba as florestas de Sevenwaters. Os druidas são recorrentes nesta família e o dom da Visão é um dom que se pronuncia em vários membros da família, em intensidades diferentes. Sibeal sempre foi diferente desde pequena. Não só pela cor única dos seus olhos, mas pela forma como encarava o mundo exterior - com tranquilidade, serenidade e sempre foi uma criança muito silenciosa. O seu caminho foi traçado desde criança, quando a Dama da Floresta lhe ensinou os princípios básicos deste dom muito especial que ela encerra no seu espírito. Mas chegou a altura em que terá mesmo de pôr a sua vocação à prova. E então acaba por passar um verão em Inis Eala, antes de fazer o seu juramento de druidesa, onde as coisas não correm como esperadas.Esta autora, na qual me estreei apenas há uns meses, tem sido uma constante surpresa. Os livros dela têm sempre algo que me cativa de forma irremediável e esta saga, a primeira e única que li até agora, têm-me oferecido muitos e bons momentos de leitura. Apesar de a série ter sido estendida (era suposto ser apenas uma trilogia) a verdade é que os livros de Sevenwaters continuam a conquistar os seus fãs. Eu, pela minha parte, estava ansiosa para pôr as mãos em mais um livro da senhora. Sibeal é a protagonista deste livro e já nos tinha sido apresentada no volume anterior. Confesso que esta personagem me suscitava algum interesse, por se mostrar tão diferente de todos os outros. E por isso mesmo, esperava muito deste livro. Em termos gerais, é um típico livro de Juliet. Com uma escrita viciante, descritiva e com muitos cenários fantasiosos, não há nada neste prisma que possa desagradar. Li este livro num instante porque na verdade não o conseguia pousar. O mistério que se encontra presente neste enredo também ajuda a que o leitor não consiga desviar os olhos do livro. Considero que este livro nesse aspecto, foi bem mais misterioso que os seus restantes companheiros. Só mesmo na recta final é que se tem uma visão geral completa daquilo que no início parecia ser uma grande confusão de mistérios e coisas mal explicadas. Gostei do romance entre Sibeal e Felix, mas não foi daqueles que mais me entusiasmou. Tendo em conta isto tudo, parece-me estranho não ter gostado mais do livro. Na verdade, chegada às últimas páginas, fiquei um pouco desiludida porque não senti a mesma satisfação que senti ao acabar os outros livros dela. As últimas 50 páginas do livro inclusive aborreceram-me um pouco, talvez por achar demais toda aquela construção à volta da Ilha da Serpente. Não fiquei convencida e por mim, teria dado uma explicação diferente à existência da Svala. Quando um livro não consegue deixar-me com um sentimento de felicidade no final, é porque este poderia ter sido bem melhor do que se revelou ser. Existem vários factores para isto ter acontecido, um deles o timing da leitura. Não sei especificar, sei apenas que o final não me entusiasmou e as expectativas não foram superadas. Contudo, não é por isto que vou deixar de ler a autora. Muito pelo contrário. Esta autora que tem sido uma das relevações deste ano, vai continuar a figurar na minha lista de leituras por muito tempo. Segue-se para já a leitura do último volume da saga de Sevenwaters. aqui