Há Sempre Um Amanhã - Anita Notaro Alison estava a ter um dia óptimo. Tinha recebido boas notícias e a vida a partir de agora, ia tornar-se muito mais fácil e agradável. Por isso mesmo, depois de ter recebido as boas novas, foi com o seu filho de 3 anos - Charlie - dar um passeio até à praia, à beira-mar. Apenas se não se tivesse distraído com a maré-baixa, não se teria afogado. O que interessa é que o seu filho acabou por ser salvo. Mas quem fica para trás são aqueles que sofrem e quando a sua irmã gémea, Lily, se inteira das notícias trágicas, o seu mundo vira-se de pernas para o ar. Tudo aquilo que ela conhecia, desapareceu. Só restou o filho da sua irmã para a aguentar no presente. E mesmo quando Lily tentava aguentar a dor de ver a sua irmã ir embora de forma tão inesperada, começa a descobrir coisas sobre a vida de Alison que não estava à espera. E começa a compreender que de facto não conhecia assim tão bem a sua própria irmã.Esta autora irlandesa, Anita Notaro, foi uma nova aposta da Quinta Essência no ano de 2012. Quando vi o livro no mercado, não fiquei particularmente interessada, mas a oportunidade de o ler a partir de um empréstimo surgiu e portanto decidi experimentar e ver o que este livro me traria.Confesso que a sinopse até pareceu bastante interessante, logo de início e portanto estava à espera de um drama assim ao estilo chick-lit. E é isso mesmo que este livro é. A questão é que não foi uma leitura nada promissora. Quando comecei a ler o livro, até estava a gostar de como a leitura se estava a desenvolver. Mas por volta das 120 e poucas páginas, alguma coisa começou a mudar. Aquilo que parecia uma história promissora, com um enredo cativante e com personagens menos entusiasmantes, mas que tinham possibilidade de crescer para algo bom, tornou-se um enredo muito aborrecido, personagens que não evoluíram e momentos muito aborrecidos.Acho que a única personagem que se safou foi o miúdo. Começando pela nossa protagonista, Lily, é óbvio porque é que não gostei dela. Parece um fantoche de pessoa. Não tem vontade própria, é uma daquelas pessoas que vê a vida passar por si e parece um fantasma. Não faz nada por si, não é dinâmica e simplesmente têm que ser os outros a tomar as decisões por ela, porque ela parece "uma criança crescida", como a autora diz e muito bem. Não sei como é que ela comia sozinha sinceramente.Segundo ponto, achei este enredo ridículo. Ridículo. Não tenho outra palavra para isto. Então a irmã dela morre e a Lily começa a descobrir umas coisas suspeitas sobre a vida secreta da irmã. Que não era assim tão secreta. Quanto muito era óbvia, mas pronto. Depois aparecem 4 homens que dizem ter tido algo com a Alison e mesmo assim a Lily não percebe o que se passa. Go figure.De igual forma, é ridículo que estes tais 4 homens que conheciam a Alison, conseguem os 4, ficar interessados na Lily, apenas porque ela é a gémea da Alison, quando de gémeas elas não têm nada, a não ser o aspecto físico e mesmo assim...Bem, não consigo descrever a parvoíce que eu achei o desenvolvimento deste livro. Não gostei particularmente de nenhum personagem, nem mesmo aquele que depois se veio a tornar o namorado de Lily (embora realmente tenha sido aquele que pelo menos valeu a pena conhecer). Foram quase 300 páginas de revirar de olhos e ler grandes partes na diagonal, com muito pouco interesse. Contudo, não queria abandonar o livro, pois ainda tinha a esperança que o livro ainda tivesse algo de importante/interessante para me mostrar. Nem por isso.O final até que foi querido, digno do género de chick-lit, mas não compensa o aborrecimento que o livro foi desde a página 120 até à página 450.E não posso dizer que queira voltar a ler alguma coisa da autora, infelizmente.