Escravos do Amor (Casa do Prazer, #1) - Kate Pearce 1,5 starsA Quinta Essência é uma das editoras que mais aposta na literatura sensual em Portugal. Em 2011 trouxeram uma nova autora de romance sensuais, Kate Pearce com a série Casa do Prazer, que na sua versão original já conta com 8 volumes. Não sei bem como, mas enfim. Lendo a sinopse, o leitor é capaz de pensar que é um daqueles romances levemente eróticos, com uma história engraçada por trás de todos os fru-frus das cortes, dos bailes, etc. e que temos a história do casal para apoiar a vertente erótica/sensual da história. A verdade é que essa história está lá. O Lorde Valentin é um libertino sem limites que pede a mão de Sara Harrison em casamento, pois acredita que esta é capaz de lhe dar o que ele precisa. Prazer na cama e fora dela, uma mulher que fica fora do seu caminho sem de alguma forma, intervir nos seus outros afazeres.Sara, por outro lado, sempre se sentiu atraída por este lorde, mas lá no fundo, continua a precisar de amor e de um casamento onde o casal se ame, acima de tudo. Os problemas irão ser alguns até que as duas partes consigam perceber que um casamento funcional é mais do que sexo, é também preciso outro tipo de emoção, além do desejo.Eu queria ter gostado deste livro. A sério que queria. Ingenuamente, pensei (ou quis acreditar mesmo depois de ter visto as outras opiniões e tendo ficado já com uma ideia clara de como seria ler este livro) que este livro seria um romance de época que além de sexo e cenas eróticas e sensuais, teria uma história com uma base forte para a apoiar. Não é que me faça confusão ler cenas eróticas. A questão não reside aí. Contudo, o que eu procuro num livro deste estilo é sensualidade erotismo com sentido. E não foi isso que eu encontrei.O que eu encontrei foi pornografia pura e dura, com orgias, com sexo no sentido mais insensível da palavra e cenas homossexuais. Chamem-me old fashion, mas eu sou uma romântica acima de tudo e embora não queira dizer que as situações que referi anteriormente não podem ser sensuais, para mim não têm qualquer piada e especialmente nas circunstâncias em que a autora as escreveu, não me pareceu existir nenhum sentimento mais importante lá no fundo de tudo.A história que existia por trás e o passado do lorde Valentin, acabou por ser outra revés neste livro. Estava à espera de uma trama cativante e acabei por ficar desiludida com o desenvolvimento deste história. A relação entre os dois protagonistas não foi mais senão sexo. Em cada capítulo existia uma cena de sexo e existiu muito pouco romantismo, muito pouco sentimento. Quanto à escrita, não sou juíza o suficiente para analisar este aspecto. Posso dizer que o livro se leu bastante bem, para aquilo que acabou por ser, mas não consegui analisar a sua qualidade de escrita. Se ela sabe escrever e descrever cenas de sexo? Sim. Se sabe escrever um romance normal, com descrição de cenários, com construção de personagens coerente, num contexto contemporâneo e com uma trama inteligente por trás? Não sei. Creio que o negócio dela é mesmo o sexo, ponto final. Já toda a gente sabe que o sexo vende. Pronto, é uma verdade inegável. Afinal, esta é uma necessidade primitiva, comum a todos os seres humanos. Contudo, não gostei da forma como a autora vendeu esse tema e como não sou grande fã do género de erotica (muito menos quando em 20 e poucos capítulos, em todos existe sexo) acabei por não gostar do livro.Achei que a vertente sexual estava em exagero e tudo o que é demais enjoa. Muito menos quando é escrita ao quilo e quando estas cenas não apresentam qualquer romantismo (especialmente as cenas finais). Gostaria muito que este tivesse sido um livro que tivesse primado pelo equilíbrio entre as suas duas vertentes- Creio que dessa maneira, teria sido uma leitura muito mais agradável.Esta foi uma crítica algo redundante, mas não posso deixar de deixar claro os factores que não gostei. Este Escravos do Amor deixou muito a desejar e só posso dizer que a minha experiência com Kate Pearce vai ficar por aqui.