The Last Oracle (Sigma Force #5) - James Rollins The Last Oracle, publicado em Portugal com o título O Último Oráculo, é um livro muito interessante. Gostei muito. Acerca do caso que James Rollins fala neste livro, achei interessante. O autismo, apesar de ser uma disfunção, é uma temática que eu não estava a par e achei interessante o autor abordar esse tema e da maneira que o abordou. Tanto que depois de ter acabado o livro e de ter lido a distinção as notas do que é facto/ficção no fim do livro(um pormenor que me faz gostar muito deste autor e que se destaca dos outros autores dentro do mesmo género), senti-me impelida a pesquisar mais sobre o tema. E o autor dá muitos vezes no livro, exemplos de grandes personalidades históricas que foram autistas e que alteraram a visão do mundo.Um ponto bastante positivo. O que não apreciei particularmente, foi o uso das crianças para a abordagem deste tema. Claro que no nosso mundo, acontecem coisas tão ou mais cruéis como aquelas que lemos neste livro, mas custou-me ler sobre as crianças que são exploradas pelas habilidades distintas delas.No entanto, este autor tem para mim, um traço característico e que é isso que me faz gostar dos livros dele. Tem um talento especial para criar um enredo bastante credível, misturando com destreza factos e ficção. Faço questão de fazer notar essa particularidade em todos os comentários que faço dos livros que já li deste autor.Em relação às personagens que já conhecemos de livros anteriores da série da Força Sigma, gostei bastante de rever o Comandante Gray Pierce e o Painter Crowe. Fiquei com pena que o Sean no final, tivesse um fim trágico como o que teve. Ele não merecia morrer às mãos de um homem tão cruel e sem escrúpulos como o Mapplethorne. No entanto, saciei a minha curiosidade acerca do Monk e fiquei feliz por ele! Achei muito querido o facto de ele se ter apaixonado pela mulher - a qual ele não se recorda, por causa dos efeitos amnésicos - quando a voltou a ver.Achei ainda que o autor foi muito bem sucedido ao ir buscar o assunto do navio que se afundou. Ligou bem os acontecimentos do livro anterior a estes. Continuo a gostar bastante da série. Gosto muito dos casais que entretanto se foram formando : Painter e Lisa. Monk e Kat. Gosto de os rever, porque presenciei como é que eles se apaixonaram. É sempre bom rever estes personagens.Também gostei imenso de dois novos personagens que apareceram neste livro: Kowalski e Elizabeth. Gostei do humor do Kowalski e da forma como ele estava sempre de olho na Elizabeth. Este livro não deixou um fim muito aberto; deixou apenas espaço para um novo caso; mas em termos de evolução pessoal das personagens não houve nada que ficasse assim muito no ar. A Seichan e a Ordem do Dragão não apareceram neste livro, mas acredito que não tenham ficado esquecidas.No livro A Herança de Judas, o Gray tinha ficado a ponderar a sua relação com a Rachel e estava decidido a apostar nela; no entretanto a autor não pegou nesta linha de foco - portanto já perdi as minhas esperanças.Mas no entanto, espero ainda ver o autor a dar ao Gray um final feliz (se fosse com a Rachel seria ouro sobre azul).