A Doçura da Chuva - Deborah Smith, Elsa T.S. Vieira Já acabei o A Doçura de Chuva. O título deste livro não poderia ser mais indicado. É mesmo uma doçura. Já tinha lido o outro livro da autora que foi publicado em Portugal, com o título Segredos do Passado e também tinha gostado muito. Por essa mesma razão, não poderia deixar de ler este tão aclamado, Doçura. E não me arrependo do ter feito. Muito pelo contrário. É um livro lindo, do início ao fim. Suscitou-me vários sentimentos, todos eles contraditórios, mas que foram importantes para eu viver este livro. A escrita da autora, Deborah Smith, é agradável e não permite aos leitores perder pitada. Ela apresenta-nos enredos tão fascinantes, tão apetecíveis. É uma história e uma temática algo complicada, mas a autora deu-lhe um brilho especial. Todas as personagens e todas as circunstâncias a que somos apresentados acabam por se revelar dotadas de uma beleza inesquecível. Considero um talento muito grande quando os autores conseguem pegar numa temática algo difícil e polémica e falar dela como é realmente merecido. Este tributo às pessoas que são incapacitadas de alguma forma ou que têm problemas, não poderia ser mais belo. Fiquei tão pegada e sentia-me já tão familiar com as personagens que quando o livro chegou ao fim, foi difícil de aceitar, porque não queria dizer "adeus" às personagens. Entre o interior da Florida, floresce um amor tão tocante, a que nenhuma alma - romântica ou não - poderá ficar indiferente. E não estou a falar apenas de um amor entre um homem e uma mulher. Estou a falar de um amor que se manifesta de muitas formas. De várias pessoas. De uma família que finalmente se encontra e que celebra o afecto que sentem uns pelos outros. Este é um livro que nos faz apreciar as pessoas «diferentes» ou «especiais», aquelas que dão amor aos outros, mas que não pedem nada em troca. É acreditar que os sonhos se podem realizar e que devemos ser determinados para os alcançar. É também uma lição. É um livro que nos faz saborear a vida como ela é. Aproveitar o que temos à mão e a aprender a ser felizes com o que dispomos. É mostrar às pessoas que toda a gente merece o devido respeito, porque neste mundo, ninguém é mais do que ninguém. Não interessa a quantidade do dinheiro que se tem. Ele pode comprar saúde, relações sociais, pode comprar conforto e ainda uma posição política, mas a única coisa que não pode comprar é o afecto e o amor de outra pessoa. Pelo menos, aquele que é verdadeiro.É um livro cheio de sentimentos, todos eles muito importantes, mas também muito intensos. É porque este livro não é para se ler, é para se viver. É para se chorar, para se rir e para se deliciar com ele. É para aproveitar cada palavra, cada momento alegre e feliz que ele relata.