Fifty Shades Freed (Fifty Shades, #3)

Fifty Shades Freed  - E.L. James 1,5 stars PODE CONTER SPOILERSNo último livro da trilogia de Cinquenta Sombras, os leitores vão poder desenterrar todo o mistério que irá envolver tanto o Christian e o ataque que a sua companhia sofre neste livro e onde as algemas vão finalmente ser abertas e a liberdade emocional para os protagonistas deste livro está neste último capítulo muito presente em cada palavra da autora. Vamos também saber finalmente quem é o Jack Hyde. Anastasia e Christian estão casados e vão celebrar a sua lua-de-mel de sonho que tem alguns percalços e onde Anastasia tenta lidar com a personalidade dominante do seu marido, Mr. Grey. Mrs. Grey continua a ter problemas em lidar com esta personalidade dupla (que ela própria tem). Diz que não quer submissa e quer diferenciar-se de todas as outras relações que o seu marido já teve, mas por outro lado ainda lhe pede encarecidamente que ele lhe dê umas palmadas no rabo e que seja o dominante dela. Podemos dizer que este terceiro livro é um limar de arestas. Os meus problemas com esta trilogia não mudaram. A escrita continua a ser medonha e tristemente repetitiva, pouco original. É mesmo aquele género de discurso pouco interessante que não oferece nada de especial ao leitor, senão superficialidade. O que poderia oferecer seria cenas de sexo eróticas e sensuais e temos que admitir que a autora realmente se esforça por fazer isso, sem dúvida.Na minha opinião, não o consegue, porque existem ali várias cenas que dão vómitos e a minha escala de erotismo nem sequer as reconhece. Já percebo donde vem aquele slogan (porno para mamãs) fantástico que fez com que este livro fosse fenómeno de vendas. Veio da cena de lactação. Não sei qual é o problema destas pessoas, não sabem ter uma relação sexual com gosto?Existia tantas formas de criar aqui cenas sexuais giras, sensuais e interessantes, mas não. Nós gostamos é de ler sobre coisas completamente taradas, algumas nojentas e bom... que sem dúvida não entram na minha definição de sexo ou de amor, já agora. Acho que o único ponto positivo deste livro para mim foi o facto de podermos ver o quanto é que o Mr.Grey evoluiu ao longo da sua carreira de weird son of a bitch. A autora, gradualmente, foi introduzindo mudanças no seu carácter e não me pareceram, de todo, mudanças feitas à pressão. Foram mudanças pensadas, graduais e positivas no sentido em que deram libertação ao próprio personagem, sem serem repentinas. Acabou por ser um modo de aprendizagem para a própria personagem. Até pessoas esquisitas podem crescer, não é? Acho que esta é a moral da história. Contudo, mais uma vez faço notar o facto de achar ridículo que se elevem estes livros a qualquer mais que entretenimento ao mais baixo nível. Caros, isto não é literatura no sentido mais elitista da palavra, não se enganem. Aqueles que dizem que estes foram os melhores livros de 2012, por favor, não se enganem também, porque então andam a ler os livros errados. (ver rubrica sugestões literárias, aqui no blogue) Se ao invés querem dizer que foi um bom entretenimento, façam-no, pois realmente é isso que este livro é.Para mim, foi uma maneira de poder ver porque é que toda a gente anda maluca deste livro. Foi também uma maneira de saber, para mim, porque é que não gostei. São livros que se lêem de forma rápida. Que entretêm. Que podiam ser muito melhores, tivessem eles sido melhor trabalhados e pensados além da esfera do universo de fan-fiction - mesmo que este último livro já tenha sido escrito fora desse mundo. Podiam igualmente ter sido mais eróticos, se era isso que queriam ser. Mas no fundo, para mim, foram apenas mais umas horas de leitura. Nada mais.