Histórias de um Portugal Assombrado - Vanessa Fidalgo Originalmente visto aqui A mortalidade persegue-nos a todos nós. Desde o início dos tempos que os humanos desejam combater a morte, compreendê-la e até escrutiná-la. A morte sempre foi um assunto que fascinou a humanidade e assim permanecerá, pois a única maneira de conhecer a morte é experienciá-la. Como nos encontramos todos de mãos atadas neste assunto, até que chegue a nossa hora, é normal que acabemos por criar mitos ou que arranjemos explicações para alguns fenómenos que não são logo à partida, considerados normais.Assim nascem as histórias de fantasmas, mitos urbanos, lendas entre outros exemplos de literatura oral que são muito comuns em qualquer sociedade que seja.Vanessa Fidalgo neste Histórias de um Portugal Assombrado mostra-nos um Portugal oculto, que se vai revelando através das mais variadas lendas, mitos e histórias de fantasmas que tanto nos divertem como nos arrepiam. Por todo o país e ilhas existem estas histórias e a verdade é que estes relatos continuarão vivos geração em geração, pois é o povo que os mantém vivos. A autora desvenda-nos esta faceta cultural do país que antes me era desconhecida, de uma forma bastante assertiva e directa. Gostei da forma como ela escreve e portanto esta pequena obra curiosa foi muito fácil de se ler. Já sabia mais ou menos o que esperar e portanto o livro não me desiludiu. Pode-se caracterizar esta obra como uma colectânea de mitos, lendas e histórias que têm de tudo, menos normalidade. Acabamos por entrar em contacto com diversas regiões do país de uma forma diferente e no geral, acho que é uma leitura que deve ser feita mais por curiosidade do que prazer. De facto, não posso afirmar que alguma vez leria este tipo de livro por prazer/lazer, mas como o li apenas porque estava curiosa quanto ao tema e como este seria abordado, a experiência até acabou por correr bem.Confesso que no meio disto tudo, o que gostei mais, foi de ler sobre as histórias que povoam a minha terra de Cascais. Algumas conhecia, outras não, mas foi uma experiência sem igual conseguir visualizar os cenários destes mitos com tanta familiaridade. E pensar que passo todos os dias por sítios que estão supostamente assombrados! E esta, hein? Gostei.